sábado, 7 de novembro de 2009

Were the words to transpire



Desvira a cortina, olha por entre a greta da janela. Poucas luzes acesas, poucas estrelas no céu, menos barulho do dia. E a madrugada lhe diz tanta coisa...

domingo, 18 de outubro de 2009

You set my soul alight

Amanhecer


"E as lembranças agudas, perfeitamente recordadas: seu rosto quando eu abrira os olhos para minha nova vida, para o interminável amanhecer da imortalidade... aquele primeiro beijo... aquela primeira noite...
[...]
- Agora você sabe - eu disse baixinho e dei de ombros - Ninguém jamais amou alguém como eu amo você."


Amanhecer - Sthephenie Meyer


Fui apreendida, essa é a palavra. Condenanda à vontade de ler ininterruptamente, mesmo sem querer ver as páginas terminarem, apreciando o texto com dedicação, ruminando as palavras, poupando os capítulos. Mas o livro chegou ao fim. A saga chegou ao fim. E ficou um vazio por aqui: na minha cabeceira, nas tardes de agora em diante, nos meus hábitos. Porque tem livros que você lê, gosta e pronto. E tem livros que você se apega.
Já olho para ele com uma saudade distante.

Ouvindo: Supermassive Black Hole - Muse

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Now I'm a fat house cat

"É tarde demais. Mas eu teria sido mais saudável pra você. Não uma droga; eu teria sido o ar, o sol".
O canto da minha boca virou pra cima em um meio sorriso saudoso.
"Eu costumava pensar em você desse jeito, sabe. Como o sol. Meu sol particular. Você equilibrava bem as nuvens pra mim".
Ele suspirou.
"Das nuvens eu posso cuidar. Mas eu não posso lutar com um eclipse".

Eclipse - Stephenie Meyer


Num conflito entre terminá-lo logo ou prolongar o gozo, eis que o livro chegou ao fim. E que venha o quarto rebento da saga.


Ouvindo: Iron & Wine - Flightless Bird

sábado, 3 de outubro de 2009

As coisas tão mais lindas

"Entre as coisas bem-vindas que já recebi
Eu reconheci minhas cores nela e então eu me vi"


Dirigindo, dia desses, ouvi essa música no rádio do carro. Fiquei com ela na cabeça, pela simplicidade com que ele diz tanto.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

It's a circle, I mean cycle

I don't wanna feel your pain...


"You treat me just like another stranger
Well, it's nice to meet you sir
I guess I'll go
I best be on my way out"


De volta à saga, fixada aos livros, rendida entre vampiros e lobos. É sempre assim, entre vampiros e lobos. E nunca se sabe pra qual lado correr. É sempre assim.

sábado, 26 de setembro de 2009

Que os anjos digam amém


Quando você soprar as velas do bolo, lembre-se de que seus desejos vagarão no infinito, destinados à conspiração do universo e à benção divina.


E eu estarei aqui para realizá-los.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Amarante, Camelo e seus paralelos

Little Joy


"One too many goals
That measure out your worth
To seek your weight in gold"


Um novo deleite: Little Joy. E para quem não reconheceu na foto, é sim Amarante, ali ao volante. Algumas músicas remetem um pouco à sonoridade dos Los Hermanos. Outras fariam eles se passarem totalmente despercebidos por uma banda brasileira, com um estilo que eu classificaria como folk-cult-americano. Agora, que esse jeitão de antigamente me conquista, eu não nego.
Nem tinha gostado assim de primeira. Não rolou uma química perfeita com a primeira música que eles lançaram e fizeram videoclipe. Mas com os Los Hermanos também foi assim, se me permitem o paralelo. Eu gostei vulgarmente de Ana Júlia e desprezei o resto do álbum melancólico, o oposto do que todo fã que se preze se permitiria. Depois fui entender o que era bom.
O Little Joy foi uma paquera, um piscar de canto de olho, um sorrisinho faceiro, um costume gradativo. Confesso que o álbum de Camelo foi um golpe mais baixo e eu me deliciei e me lambuzei mais rapidamente, mas à minha humilde crítica musical, eles dois se fazem bons músicos no que se propõem. Admito que grande parte do meu interesse se deve àquela saudadezinha vaga dos Los Hermanos e vê-los tocando juntos é sempre o grande gozo. De qualquer forma, valem o risco esses novos projetos paralelos deles.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Amigo Aprendiz

amizade

Quero ser o teu amigo.
Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...

Fernando Pessoa em "Poema do Amigo Aprendiz"